quarta-feira, 12 de julho de 2017

o bom combate

Voltando à Pátria Espiritual, depois da morte,
estamos frequentemente na condição daquele filho pródigo da parábola,
de retorno à casa paterna para a benção do amor.
Emoção no reencontro.
Alegria redescoberta.
Entretanto, em plena festa de luz, quase sempre desempenhamos o papel do conviva de cérebro deslumbrado, trazendo espinhos no coração.
Por fora, é o carinho que nos reúne.
Por dentro, é o remorso que nos fustiga.















Vanguarda que fulgura.
Retaguarda que obscurece.
Êxtase e dor.
Esperança e arrependimento.

Reconhecidos às mãos luminosas que nos afagam,
muitos de nós sentimos vergonha das mãos sombrias que oferecemos.
E porque a Lei nos infunde respeito à justiça,
aspiramos a debitar a nós próprios o necessário burilamento e a suspirada felicidade.
Rogamos, dessa forma, a reencarnação, à guisa de recomeço,
buscando a tarefa que interrompemos e a afeição que traímos,
o dever esquecido e o compromisso menosprezado, famintos de reajuste.
Agradece, assim, o lugar de prova em que te situas.
Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo,
chefe amargo e dificuldade constante
são oportunidades que se renovam.
Todo título exterior é instrumentação de serviço.
A existência terrestre é o bom combate.
Defeito e imperfeição, débito e culpa são inimigos que nos defrontam.
Aperfeiçoamento individual é a única vitória que não se altera.
E, em toda parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos.

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